sábado, 25 de junho de 2011

Alimenta-me!

Embora o tempo corra
Sem cessar
Eu paro
Para pensar

Embora me esqueça
De recordar
Tu não ficas
Sem o teu lugar

Quem sabe seja um sinal
Para que possamos
Em uníssono
Cantarmos no final

Talvez o tempo passe
De uma forma singular
Talvez eu te peça um minuto
Para simplesmente te olhar

Talvez seja o tempo
O dono da razão
Talvez sejas tu
Quem tem a chave do coração

Na vanguarda do tempo
Na inquietude de um abraço
Peço-te um segundo
Para entrar no teu espaço

Talvez apenas precise
De um...
Para te sentir
E saber o que te faz sorrir

Talvez eu tenha
Um segundo para perder
Talvez tenha uma vida
Se assim tiver de ser

Perco-me no tempo
Vou esperando lentamente
Que o teu coração se abra
De forma permanente

Que nele eu possa
Discretamente entrar
E no fim de tudo
Possamos em uníssono cantar

Nos teus olhos vejo
Sinais do tempo
O teu coração
É o meu alimento


Francisco Milheiro
24 de Junho 2011

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