Subo e desço
Até me cansar
Verdadeiramente
Soltam-se palavras estranhas
Sinónimos que finjo não perceber
No rio vejo a lua
Que se reflecte até ao amanhecer
Na cidade que pinto
Diariamente a preto e branco
Divago lentamente
Deixo que se "abra" em lume brando
Nesta cidade que se veste
Para tanto celebrar
Visto eu a tua camisola
Para nunca mais te largar
Percorro-te por entre becos
Subo ruelas e avenidas
As escadas dão acesso
às tuas arcadas escondidas
As luzes que te dão a cor
Que o dia teima em ofuscar
Sinto quando estou na Ribeira
Uma emoção singular
O preto da calçada
Não tira esse teu encanto
Cidade, serás pintada
Por mim a preto e branco
Esse cheiro que emanas de um povo
Honesto e trabalhador
Cidade que és o meu Porto
Aceita o meu nobre amor
Lembro Rui Veloso ao passar
A tua velha e ferrugenta ponte
Pensarei em ti
Não importa quando ou onde...
Cidade deixa que te cubra
Com este simples manto
Deixa que te pinte para sempre
A azul, preto e branco
Francisco Milheiro
2 de Junho 2011
Bom dia Francisco!
ResponderEliminarAprecio o que escreve e fiquei curiosa quanto à apresentação da "Cidade a preto e branco", porque é assim que a vejo... Não consigo ver o Porto de outra maneira! O que encontro nesta cidade de mais colorido é a Livraria Lello!!! Quem sabe se o que lhe "sai... livremente em palavras" um dia me apresente um Porto mais colorido! Continuação de bom trabalho.
Abraço!
Arminda Ferro
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