
Talvez hoje não sinta
A real necessidade de voar
Quem sabe pousarei nesta árvore
E pare para contemplar
O lago lá em baixo
Permanece como sempre
Gelado...
Despido de gente
Invulgar beleza natural
Daqui contemplo
Paro nesta árvore
E penso com tempo
Sinto cansaço
Sem vontade para voar
Talvez hoje as minhas asas
Só sirvam para me balancear
No alto daquela montanha
Onde se encontra com a base do céu
Seja o lugar indicado
Para descansar tal corpo meu
Na calma do lugar
Onde poiso para descansar
Encosto as asas ao corpo
E respiro devagar
Observo do alto
Um paraíso que é meu
Na esperança olho em frente
Em busca de um sinal teu
Esticarei as asas
O máximo que puder
Só para ter a certeza
De o teu corpo proteger
Hoje talvez me sinta cansado
E precise de pousar
Mas ter-te-ei sempre
Diante do meu olhar
Tu que me fizeste acreditar
Que é possível crescer
Basta querer...
E aprender a voar
E eu quero
Poder sonhar
Para um dia bater as asas
E para longe voar
Hoje talvez me sinta cansado
Preciso de parar
Quem sabe vou agora dormir
E nas tuas asas guardar
Um segredo
Que teimo em não te contar
Mas vou ganhar coragem
E explicar...
Contigo, vou aprender de novo
A arte de voar
Quem sabe me ensines
De novo, a amar
A amar
Sem qualquer reserva ou medo
Talvez seja esse
O belo do segredo
Vou voar...
Agora do teu lado
Mesmo que lá em baixo
O lago esteja gelado
Francisco Milheiro
6 de Junho 2011 (Antes de dormir!)
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