sexta-feira, 8 de julho de 2011

Talvez aprenda...

Talvez hoje
Só me apeteça ficar
Até o sol cair
Lá ao fundo, no mar

Talvez hoje
O som da onda a bater
Seja suficiente
Para voltar a ser

Talvez hoje pare
Para me ouvir respirar
Talvez hoje sinta
Vontade de estar...

Entre os olhos postos
Numa folha de papel
Intervalo para olhar os cabelos
Dela, em cor de mel

Talvez hoje anoiteça
Sem eu dar por isso
Talvez porque hoje
Tenha perdido o juízo

Talvez pare
Um pouco para ouvir
O mar mostra
O que estou a sentir

Lanço o olhar
Sem me aperceber
Que para lá do horizonte
Vou tentar ver

Talvez pare
E fique a sentir
Que por ti parei
Para omitir

O que não soube dizer
Sabia que no fundo
Esse jogo
Ia perder

Talvez hoje fique
Sem saber o que falar
Quem sabe pare o tempo
E o faça recuar

Recordar o seu cabelo
Da cor de mel
E de vez em quando
Escrever no papel

- Ontem
Talvez te tenha amado
Hoje sei...
Estou vivo e ACORDADO

Não sei
Se algum dia senti
E vislumbrei
O que achava de ti

Talvez ter-te conhecido
Foi um erro
Mas já acordei
Desse pesadelo

Por tua causa
Chorei...
Mas no fim
Acordei

Sei que não posso
Apagar o que é passado
Ouxalá pudesse...
Não te teria amado

Hoje sei
Sem na altura saber
Que para amar
É preciso ser...

Correspondido
Para no fim dizer
Vivi uma história
Com um final fudido

Viro a página
Para um novo capítulo começar
No fim escreverei
Foi a primeira mulher que amei

Vivo o presente
De forma serena e feliz
Vou agora aprender a amar
Foi isso que sempre quis


Francisco Milheiro
7.7.2011

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