Em tempos caminhava pela Cantareira e Foz um Negro que se fazia acompanhar de uma rapariguinha que passeava pelo Shopping, jurava ela não conhecer as regras de sensatez mesmo tendo todo o tempo do mundo para ler almanaques do Fantasma e do Patinhas e prometeu em tempos a Meno, que conheceu na Afurada que ele seria o seu guardador de margens. Caminhando pela Ribeira conheceu a Estrela que se julgava ser o mestre do Rock & Roll que cantava com amigos de cabeça no ar que a mulher que passara por eles até falava estrangeiro.
O Chico, que apelidavam de Fininho percorria becos e ruelas e parava em todo o lado para tomar um café e um bagaço, em dia de ir às Antas. Logo que passasse a monção iria até uma ilha onde nunca se esqueceria do seu amigo Berto que jurara bandeira e saiu de casa com as cassetes dos Doors e alguns livros de poesia. Foi ele que em tempos de guerra escrevera o Fado do Ladrão Enamorado, como também a história do Ourives Mestre João que tinha como bom amigo o Cigano que tinha chegado à vila com o mundo na mochila. Depois de uma passagem por África parou na Ilha do Pessegueiro e cantou um Porto Côvo, nunca esquecendo o seu Porto, que o cantava e sentia. O Cavaleiro Andante que tinha em si levou-o a apaixonar por uma miúda que o levou anos mais tarde à ruína, fazendo-o empenhar o anel de Rubi para a levar a um concerto para os lados do Rivoli. A morte saiu à rua bem como a camponesa de casaco escuro, a tal, que lhe jurou amor eterno e que não lhe mentiu da sua ida ao salão de jogos para um jogo de Bilhar...
Na pior altura, altura do primeiro beijo apareceram as primeiras borbulhas, no bolso só tinha algum trocado para tabaco e autocarro. Vivia numa casa perto dos jardins onde estavam os velhos. Vivia no Bairro do Oriente, dançava vezes sem conta a dança dos modernos e cantava o Rock da Liberdade, porque tinha um sonho: passear em Maubere entoando mornas e fados porque ele sempre foi um Ladrão Enamorado.
Recorrendo a palavras e títulos do Mestre Carlos Tê escrevi este pequeno texto.
Francisco Milheiro
8 de Junho 2011
Muito bom. Uma espécie de medley literário.
ResponderEliminarDevias mandar este texto ao Rui Veloso e ao Carlos Tê. ;)
eu já fiz um parecido mas com os títulos das cançoes do pedro abrunhosa... aquilo são titulos enormes... ehehe beijitos! Continua e realmente, envia aos senhores... esta pseudo brincadeira! =)
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