
Os minutos vão passando
Entre os sons de um piano
Que suavemente parece
Que vai cantando
Ao olhar o céu
Ao longe a estrela prometida
Peço um desejo, chamo por Ti
Mulher da minha vida
Suavemente divago
Por teclas brancas e negras
Achando que delas sairão
As soluções dos meus problemas
Por lá continuo a viajar
Por ti deixo-me ficar…
Por esta noite, na varanda
A sonhar
Acendo um cigarro
Fumo sem sequer travar…
Acho que esta sensação
Me leva sem querer, a viajar
A estrela,
Bem lá no alto de céu
Espera por um sinal
Que tenho a certeza que será teu
Posso estar aqui sozinho
Cantar para ninguém
Sei que lá no fundo
Pensas em mim… também!
A melodia acaba
Sem tão pouco me aperceber
Que o que criei, fi-lo
Porque tinha de ser
Não pensei tanto para a escrever…
Mas sei que demorei tempo demais
Para do fundo de tudo…
Te encontrar e dizer
O piano deixei-o aberto
Quem sabe à espera de um sinal…
Sei, porque me disse aquela estrela
Serei feliz no final…
O piano está aberto…
Na mesa uma garrafa vazia
Sei que um dia mais tarde
Encherás a minha vida
Sorrio porque terminei
No fim de tudo vou sorrir
Porque sei, que pela vida fora
Te amei…
Ao som de uma melodia
De uma simples canção
Que na calada da noite
Para ti criei
A olhar o céu…
À espera de um sinal…
Fiz, porque sabia
Que ia ser feliz no final…
Sentado ao piano
A olhar um retrato teu
Recebe um pedaço
De um coração meu
Francisco Milheiro
20 de Maio 2011
Muito bom ;)
ResponderEliminarAdorei o poema!
ResponderEliminarContigo vou deixar algo para pensar:
Tu és poeta de falsos sentimentos,
Por mais que escrevas não vais mudar
És um insensível desprovido de afectos
Deixas aqueles que se importaram contigo para trás
Porque o interesse que tinhas neles já tinha desaparecido
És um interesseiro desmedido, deixas um amigo como escreves um textinho, sem sentimentos, sem emoção humana .