Quer-me parecer que ultimamente só me ligas quando estás mal. Ligas-me a chorar, pedes para te abraçar e uns minutos do meu tempo dispensar para te ouvir e aconselhar. Os problemas são sempre os mesmos: família, falsos amigos e falecidos... Em tempos quando eu não gstava de me ver ao espelho fizeste-me acreditar que aquele singelo reflexo no espelho era a imagem de um outro alguém... Desfiz a barba, cortei a barba e deixei crescer as unhas, tornei-me um "eu" diferente. Tanto que o meu outro eu, o verdadeiro vivia apaixonado por essa figura.
Tomámos de assalto a praia que passou a ser nossa. "Bebíamos" a mesma canção que sempre considerámos ser eternamente nossa, tinha uma mensagem muito bonita, e naqueles fins de tarde à beira mar cantavamos o "Se eu não te amasse tanto assim", um fantástico dueto que tanto nos fez tremer de emoção... Posso dizer que hoje me sinto (que naquela altura) me tornei uma paixão a prazo, só em alguns lugares e nunca mas nunca podíamos ser vistos a passear de mão dada, a não ser longe da nossa terrinha. Consideravas-me uma paixão a prazo mas tu para mim eras uma aplicação com taxas de juro altas (pensava eu) no que tocava a: amizade, sinceridade, verdade... Digo-te sinceramente que nunca soube amar a prazo, quando me entrego é de forma total, logo incondicional. Se por momentos pensei que serias alguém com quem tivesse poucas dúvidas hoje não tenho muitas certezas, diria mesmo, nenhumas. Houve um momento (pelo menos um...) em que duvidaste seriamente da minha amizade. Só precisei de 2 segundos, logo, meia oportunidade para me chamar de todos os nomes e perguntar o que vi em ti... Logo eu, que ouvia atentamente o que me dizias (mesmo quando não me revia, e não queria ouvir dizer-te mal de pessoas que amo de verdade, sabes o que é isso?! TU não sentiste nunca o que fiz por ti, nem sei mesmo se quando choraste à minha frente o fizeste porque sentias necessidade ou porque já me conhecias bem e sabias que era essa uma das minhas fraquezas. Consideraste-me alguém especial, um amigo que muitos desejavam ter, mas não me soubeste respeitar, logo ganhaste o DIREITO de me PERDER.
Não me sinto triste com o facto de ter perdido, já perdi muitas amigos e amigos, mas é um facto: perdi alguém que considerava (até à data em que vi... o que não queria ver)... Por um dia achei que eras alguém com quem gostava de estar... hoje quando estou não me apetece... nem te olhar! Se me sinto triste neste momento? Não! Talvez ainda esteja um pouco anestesiado do triste episódio que marcou o início do fim de uma amizade que eu julguei um dia eterna. Se eu escrevesse um livro sobre nós, a nossa história, os nossos momentos, as nossas canções e os poemas que nos ligaram não seria um BEST-SELLER mas teria uma história muito engraçada para contar... Há lá pormenores que merecem ser lidos para perceberem que no mundo afinal não podemos confiar apenas no olhar... de alguém especial. O título não sei bem se não poderia chamar:
"OLHARES E PAIXÃO NUMA NOITE DE VERÃO"!
Não sei se estarias disposta a ler este livro até porque ias ficar a saber o quanto senti e nunca conseguiste perceber (ou não quiseste perceber...). Preferiste amar outro alguém que não merece uma FORMIGA que seja, quanto mais alguém como tu. Há tempos li uma frase de um qualquer escritor na qual me revi a duzentos por cento e gostava de te deixar essa mensagem, se algum dia o leres...
- POSSO NÃO SER METADE DAQUILO QUE QUERIAS QUE EU FOSSE, MAS SOU O DOBRRO DAQUILO QUE MERECES!
Francisco Milheiro
3 de Fevereiro 2011
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