quarta-feira, 27 de abril de 2011

Talvez tenha vivido sonhando



Talvez hoje tenha sonhado
Que o mundo éramos nós
Só nós...
E um vale encantado

Talvez hoje tenha sonhado
Que foste sempre presente
Uma prenda de um futuro
Em tempos passado

Talvez hoje tenha chegado
Através do sonho à conclusão
Que ainda és tu
Que povoas o meu coração

Talvez hoje pensas que brinco
Que digo o que não sinto
Se me conheceste para lá do sonho
Sabes bem que a ti não minto

Se de olhos fechados
Conheces os meus defeitos
As qualidades sei-as de cor
São elas: Amizade, Pureza e Amor

Talvez hoje tenha sentido
Saudade por um momento
Senti o amor, e logo depois
Uma vaga de frio e de tormento

Talvez hoje sinta
Num sonho que vivi
Vais ver que quando acordar
Em definitivo te esqueci

Quem sabe se não voltas a aparecer
Para estragar um sonho perfeito
Sabes que não teres dito a verdade
Foi o teu maior defeito

Talvez um dia apareças
De repente na minha pequena rua
Quem sabe eu acorde do sonho
Naquele, em que te vi nua

Quem sabe se o sonho
Que um dia, infelizmente vivi
Não será esse um sinal
Para não me lembrar mais de ti...

ACORDADO!

Vivo
Sinto
Sonhei...
Por isso, errei!

Talvez hoje durma
Num sonho tranquilo
Porque sabes que o senti
Não terá sido bem aquilo

Ensinaste-me a viver
A contar o que sentia
Não sei mesmo se era real
Ou se era pura magia

Talvez eu tenha sonhado
Nesse tal mundo encantado
Eu e tu fazíamos parte
Daquele quadro inacabado

Sonhei...
Senti
Vivi
Amei...

Hoje sei...
Estou acordado
Serei feliz aqui e ali
Porque sei que te esqueci


Francisco Milheiro
16 de Março 2011

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