No dia em que me pedires para que te abrace, pensa que se calhar posso ser eu quem dele precise. Julga-me por uma mão cheia de defeitos, e não por um ou outro tema em que tenha menos jeito. Ajuda-me a descobrir a parte que um dia julguei morta em mim. Ajuda-me a procurar o meu tão esperado Porto onde me espero perder e encontrar. Em dias quis um abraço, nada teu... recebi! Um dia precisei de um conselho tu dizes com a tua insensiblidade: não te percebi. Julgo-te assim... tu que és mais do que tudo para mim... quem sabe se a nossa história não terá chegado ao fim.
Lembro o abraço que me deste! O primeiro, vou-me lembrar para sempre! Estávamos os dois numa praia, que para nós se pôs deserta. O sol esse, lá ao longe ia-se perdendo... lentamente se afogando num tépido azul de mar! Custa-me tanto olhar para o lado e saber que não és tu que vais lá estar! Há tempos precisei de um momento apenas meu e tu dizias com a tua sensibilidade: Um problema por maior que seja terás-me sempre do teu lado! Assim não foi! Perdi a noção do tempo, considerei-te a pessoa mais inútil dos tempos da Humanidade, culpaste-me por ser menino mimado e de não ter estudado na tua universidade... Dou-te por momentos um lábio que é só meu, e tento a todo o custo procurar um mundo que é mesmo só teu. Diz-me a verdade e eu dir-te-ei o que sinto... Diz-me que não me amas e eu sigo o meu caminho. Lembra-te que as pedras do caminho não as vou atirar de novo... faço o meu caminho mesmo que este seja torto... Dá-me um pedaço de mar! Pedes-me tu e com razão! Dou-te as lágrimas que guardei que me fizeste derramar... Por minha culpa, por tua insegurança, por tua mais que tudo NÃO QUERÊNCIA! Diz-me sinceramente: não valerá a pena voltar à Idade da Inocência!?
Procuro em livros, nas histórias que um dia li... saberás tu algum dia o que eu senti por ti? Tantas vezes me pergunto, e a resposta já sei de cor: está nos livros, está nas letras, nas músicas de qualquer cantor! Sinto o Porto ao amanhecer mesmo ainda sem o ver... Sinto o teu lábio no meu ao de leve tocar.... Acordo e tu não vais lá estar! A vida encarregar-se-á de me entregar, por expresso ou correio normal alguém que me queira amar... alguém que escreverá comigo um final...
Imagino as palavras que sairão aquando do momento em que estivermos juntos e garanto-te que vai dizer as seguintes palavras:
- Para aqueles que não acreditavam no amor entre dois seres tão distintos... aqui estamos nós para mostrar o que um dia sentimos... Ouvimos a mesma canção, sentimos o mesmo beijo, abraçamo-nos até perder o ar... Mas isso só foi possível porque um dia dissemos:
- A partir de hoje vou-te amar!
Agarro no copo, adoço-te a boca com um champanhe fresco e pequenas borbulhas de gás a saltar.... Será este fim de ano um início de uma história por contar?
Francisco Milheiro
30 Dezembro 2010
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