quarta-feira, 27 de abril de 2011

Quando o amanhã chegar

Talvez amanhã
Eu te encontre...
O lugar ou a hora
É melhor que não te conte

No amanhã
Quando o sol raiar
Talvez te sinta por um momento
Num simples respirar

Talvez o amanhã
Seja o momento
Para viajar...
E nos teus braços me apoiar

Talvez no amanhã
Quando a lua subir no ar....
Seja o momento certo
Para invadir o teu olhar

Contemplar o mundo
Da mesma forma que tu...
Talvez ainda vá a tempo
De no meu coração fazer "undo"

Talvez quem sabe...
Possa recuar...
E dos perigos do mundo
Nenhum deles recear

Caminhar descalço pela areia
Sentir o leve bater
De uma onda que teima
Na areia a força perder...

Deixar que o meu olfacto
Seja invadido por odores...
Para ver se cheiro à distância
Um ou dois amores

Dois, se um correr mal
Um seria...
Mas mesmo...
O ideal

Talvez o amanhã me diga...
O que tanto quis ouvir
O nome de quem
Me fará sempre sorrir

Talvez amanhã acorde...
E o mundo lá fora ser perfeito
Ter alguém como tu
Que me preenche o peito

Basta um sinal...
E vou em busca
Da felicidade
A tal... TOTAL



Talvez amanhã
O meu coração pense diferente
E consiga com que o teu
Seja o meu único presente

Talvez amanhã....
Comece a preparar o futuro
Sei que para te ter
Percorrerei um caminho sinuoso e duro

Cheio de pedras pelo caminho...
Mas sei que no final
Serás a minha rosa,
Nunca o meu espinho

Vou-me fazer à estrada
E percorrer a longa recta...
Encontrar-te-ei
Sentada naquela enorme pedra

Talvez queira
Num primeiro momento te abraçar...
De ti nada ouvir
A não ser o respirar...

Deixa-me então
Adormecer a teu lado e sentir
Esse forte abraço
Que sempre me fez sorrir

Quem sabe se eu acordar....
Amanhã pela tarde...
Saberei que esperei muito
Mas consegui recuperar-te

Recupera um sorriso teu
Agora que estou aqui...
Ao leres esta mensagem
Saberás que é para ti


Francisco Milheiro
30 de Março 2011

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