quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tenho...

Tenho medo de fugir
Não te sinto como quero
Tenho medo de ficar onde estou...
E sofrer, a sério!

Tenho vergonha de te falar
Tenho medo de te magoar
Sinto cada vez que me ligas
O meu coração a palpitar

Sinto vontade de apagar
De mim, o que se passou
Esquecer a dor e o sabor da lágrima
Que o meu lábio superior amparou

Sinto medo de perder
Sinto raiva ao saber...
Diz-me tu o que queres ao certo
Para eu tentar entender

Pedes para que fique
Ao teu lado, para sempre...
Desculpa que te diga,
É uma proposta indecente

Em tempos vi algo em ti
Que prefiro não recordar
Porque sei qual era o desfecho:
Era eu que ficava a chorar

Guardo as imagens...
Os sons, cheiros e sabores
Arquivo no meu baú estes eternos...
DESAMORES!

Um dia novo começa...
Neste palco,
Neste cenário...
Uma nova peça!


Francisco Milheiro
1 de Novembro 10

Sem comentários:

Enviar um comentário