quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ao cair o pano... vou pensar claro!

Há momentos em que penso...
Momentos que sinto...
Segundos que conto...
Aumentando mais um ponto

Minutos contados
Segundos mais que contados
Momentos belos...
Sempre saboreados

A fotografia que captei
O beijo que dei
O abraço que recebi
A paisagem que contigo vi

O Porto que nos espera
O rio que nos sossega
A paisagem revelada
Para lá da Afurada

As galerias no centro
A torre bem lá no alto
O triste e velho casario
E as marcas de um já velho asfalto...

Há momentos que te sinto...
Outros que te tenho
Porto, ai meu Porto
Cidade do teu tamanho

Mas que cabe na minha palma
E na tua direita mão...
Isso só é possível
Porque a temos no coração

Sinto o Porto ao te ver
Vivo em cada amanhecer
Sinto-te mesmo não te tendo...
Mas tudo chegará a seu tempo

O rio sempre o vi
A cidade nunca deixei de sentir
Talvez isso aconteça...
No dia em que eu já não existir

Leva-me contigo...
Sente o Porto que tens em mim
Que esta seja uma história...
Um amor que não tenha fim


Ao Porto,
Minha cidade!
Viu-me nascer,
Seguramente,

Vai-me ver desaparecer.... mas sempre.... com ELA!

Francisco Milheiro
Porto, 10 de Novembro de 2010

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