quarta-feira, 27 de abril de 2011

Promessas e desencontros

Estás fraca em palavras
Distante nos actos
Fria nos beijos
Indiferente nos abraços

Soltas um sorriso
Um que não conheço
Não sei se assim é
Porque sou eu que te peço

Abraças-me, claro!
Como sempre o fizeste
Mas coloco a questão:
- Deste porque quiseste?

O sorriso,
Esse que nunca esqueci
Perdeu-se no tempo…
Assim como eu te perdi

As noites à conversa
As saídas até de madrugada
Fazem parte de um menu
Onde sou sobremesa e tu entrada

Promessas que ficaram…
Suspensas no ar
Assim como o teu sorriso
E terno olhar…

Desencontros conto pelos dedos
Mas foram suficientes
Para eu perceber que o teu espaço
É ocupado por pessoas diferentes

Promessa de um beijo
Foi guardada já não sei bem…
Eu quis dar-te um abraço
O beijo? Ficava para além…

Dei valor à amizade
Entreguei o que era meu
Para mim eras a Julieta
Mas eu não era o teu Romeu

Dão-me valor pelo que sou
Não pelo que tenho
Quero olhar o teu rosto
E fazer dele um desenho

Quero guardar o teu sorriso
E sonhar
Quero ser feliz contigo
E poder estar…

Promessa de um beijo
Encontro foi desmarcado
Leva ao meu amor
Este pequeno recado

Amei, esperei
Respeitei…
Hoje?
Já sei…

O beijo foi gravado
O abraço eternizado
A promessa foi cumprida
O desencontro foi uma partida!

Não levo a mal...
Talvez seja esta antecipada
De um próximo, quem sabe
Carnaval!

Francisco Milheiro
26 Outubro 2010

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