A cidade já dorme
Os carros conto pela mão
Desde o palácio à torre
Tudo está no meu coração
A algazarra matinal
O trânsito que não cessa
Tornam cada manhã
Uma chatice imensa
Perco-me em becos
Percorro ruelas e avenidas
Tudo isso faz sentido
Se o fizer contigo
A bela da cerveja
A incrível da francesinha
Faz com que sinta esta cidade
Leal, como se fosse minha
Leva-me a perder
Mostra-me o que escondes
Leva-me aos Aliados
E a passar nas velhas pontes
Percorro as escadarias
Páro para restabelecer
Para poder voltar à cidade
Que um dia me viu nascer
Sento-me num banco
Todo ele me parece um anfiteatro
Olho o velho Douro
Por ele passeia-se um barco
Apinhado de turistas
Que não escondem a emoção
Dizem sem qualquer problemas:
- O Porto é mesmo uma nação!
Nação de homens e mulheres
Trabalhadores sem igual
Cidade justa e reservada
Eterna Menina Leal
Leva-me ao casario
Faz-me acreditar...
Que não há no mundo
Uma cidade à beira-mar
Como esta...
A que me transporta
A que me ensina
A que me guia...
Para me perder,
Porque só assim...
Poderei eu
Um dia ser...
TEU até Morrer!
Francisco Azevedo
8-01-2011
P.S) A Todos os que fazem do Porto um estado de alma; A todos os que sentem.... a SUA!
Sem comentários:
Enviar um comentário