quarta-feira, 27 de abril de 2011

Verão, naquele verão

Sentia a fragilidade
De uma simples criança
Apesar disso enfrentava
Este mundo com esperança

Orgulhava-me do passado
Revia-me num brilhante presente
Fazia o que gostava
Recebia aplausos de tanta gente

Sentia o mundo novo
Que estava mesmo a chegar...
Tinha-te a meu lado
Para os obstáculos ultrapassar

Tinha a certeza que tudo mudaria
O mundo, eu...
Acho que acima de tudo
A minha vida

Não temia a mudança
Nem sequer o obscuro futuro
Sabia que se estivesses
Não seria nunca um quarto escuro

Que estaria ali...
Do outro lado da porta
Seria antes mais um lugar
Para comemorar mais uma vitória

Sentia o futuro
Tão... mas tão perto
Que via a cada segundo
Oportunidades do outro mundo

Contigo sentia tudo
Mesmo o que jamais teria sentido
Se naquelas férias
Não tivesses aparecido

Talvez o primeiro lugar
Em que eu quero estar...
Seja do teu lado
E a sua beleza contemplar

O teu sorriso que não sei
Mesmo que queira descrever
Sei que acima de tudo
Não me vais fazer sofrer

Sabes bem o que fiz
E o que faço por ti
Por isso sê verdadeira
E voa até aqui

Ao som, debroçada no piano
Beberás a melodia...
Aquela tal
Que eu escrevi num só dia

Não sei o teu nome
Nem sequer a tua idade
Será que existes mesmo
Ou és falsa realidade?

Seja como for...
Aparece
Para me amar
Por favor :)

O meu coração está pronto
Para um dia te receber
Posso esperar
Porque sei que vai acontecer

Estarei a sonhar
Ou antes... a escrever
Para te poder
Se calhar encontrar?

Ainda tenho essa dificuldade
De distinguir...
O que estou a sentir
Para lá desta felicidade

Será o teu sorriso
O sustento do meu coração?
Deixarei de ter dúvidas
Se disseres algo em vez do não

Não vale essa palavra
"Chamada" talvez
Porque te prometo:
Sou a alma do poeta que aqui vês


Francisco Milheiro
12 Março 2011

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